Sexta feira, dia primeiro, acordei as 7:20 e fui me arrumar pra ir pra Velbert, onde ia acontecer o camp. Esse camp na verdade é um encontro de vários intercambistas do AFS que chegaram aqui junto comigo. Daí a gente passa o fim de semana num albergue da juventude, que é tipo um hotel, e a gente recebe tipo orientação sobre o que a gente tá achando da Alemanha nesse um mês. Eu adoro ir nesses encontros, porque sempre são divertidos. Daí eu tomei café, e recebi correspondência, uma carta da prefeitura querendo saber em qual escola eu estou estudando (alemães nem um pouco organizados). Daí o Uli me levou até Münster de carro, onde eu iria me encontrar na estação de trem com o Joaquim, da Argentina. Os voluntários iriam nos buscar em Essen, e lá iríamos todos juntos pra Velbert. Eu comprei um ticket que dava pra até 5 pessoas, pra nós dois, porque seria mais em conta dividir, do que comprar cada um um ticket. Só que eu paguei 38 euros, e quando eu tava na estação de trem, nada do Joaquim aparecer. O Uli disse que era pra eu entrar no trem mesmo assim, e foi isso que eu fiz. Tava sozinha num trem indo pra uma cidade que eu nunca fui na vida, sem saber se ia ter alguém lá pra me receber, mas não tava neeeem um pouco preocupada. É incrível como o intrecâmbio torna a gente corajoso, tu simplesmente tem que se virar, mas isso é muito bom. O trem foi parando, daí depois de uma hora eu me toquei que eu tinha que descer na próxima parada. Assim que eu desci do trem, vi um grupo reunido, e uma moça com a camiseta do AFS veio em minha direção. Tinha bastante gente já, um pessoal da Colômbia, Costa Rica, Argentina, e mais eu, Joana e Isabela do Brasil. A gente esperou mais alguns intercambistas que tavam chegando em outro trem, e fomos indo.... seguindo as duas voluntárias. A gente ficou conversado o tempo todo, o pessoal latino disse que eu falo tri bem espanhol e alemão, mas eu só concordo com o alemão, hahaha, espanhol eu s;o enrolo. Eu sei que a gente desceu umas escadas, a estação era enorme, e uma hora tinha que esperar numa parte em baixo, e tinha umas luzes azuis e era igual as filas dos brinquedos na Disney. Eu fiquei tri empolgada. A a gente esperou e entrou em algo que era tipo um ônibus, mas isso dentro da estação de trem, e esse ônibus andava sobre trilhos!! Aí mais um pouquinho e ela parou fora da estacão, na rua, e eu entendi que era um bonde! Daí a gente desceu do bonde, esperamos um pouco e entramos num ônibus. E todos que falavam espanhol falaram que queriam aprender português, porque eles acham um língua linda!! Daí eles come çaram a imitar como que a gente fala, por exemplo: suco de abacaxi, daí eles falavam tipo xuco di abacaxi, era bem engraçado. Daí descemos do ônibus, que parou bem pertinho do albegue. Daí gente ficou esperando na fila pra fazer o "check-in", que na verdade nem era check-in, era só os voluntários do AFS nos orientando pra gente escrever numa folha o nosso número de telefone, caso alguém se perca, aah, e eles também nos deram as capas do travesseiro e da coberta. Daí eu subi pro meu quarto, número 22, e tinha uma folha em cada porta com os nossos nomes, que os voluntários fizeram, bem fofo. No meu quarto tinha uma menina da Malásia, bem fofa, a gente ficou bem amiga, duas meninas da Costa Rica também bem legais e eu :). Daí a gente desceu numa salinha e lá tivemos o primeiro workshop. Primeiro a gente tinha que se apresentar, muitos fizeram isso em inglês, eu fiz em alemão. E os voluntários ficaram o tempo todo falando o inglês, porque os intercambistas simplesmente não falam nada de alemão (não todos, mas a maioria). É nessas horas que eu vejo como foi bom ter estudado a língua quatro anos antes de vim pra cá. Enfim, teve várias atividades, por exemplo, a gente tava sentado em cadeiras em um círculo, daí nós tínhamos que tirar os tênis, subir na cadeira e nos posicionar em ordem alfabética, sem colocar os pés no chão. Depois foi por ordem de idade e depois do nome da cidade. E eles também deram uma carta de baralho pra cada um, e só uma pessoa iria tirar o coringa, e essa pessoa seria o "killer" durante todo o fim de semana. Ou seja, ela teria que, sem que ninguém percebesse, chegar pra alguém do grupo que estivesse sozinho, e dizer: I'm the killer, and you are dead. Daí a pessoa que morre vai na salinha e escreve o seu nome no quadro, e até domingo a gente teria que adivinhar quem tava matando. Bom, acho que depois disso a gente foi almocar, se é que dava pra chamar aquilo de almo ço. Tinha uma salada gelada com pimentão e pepino e um molho branco com uns pedaços de coisa verde no meio que eu não sabia dizer se era uma carne ou um legume. Me ataquei na sobremesa que era um potinho com sorvete da Nestlé, mas só tinha um pra cada um.Mas comi tudo, tava com fome. No fim do almoço um dos voluntários foi nos explicar o que a gente ia fazer em seguida e daí ele disse: alguma dúvida? E perguntaram: o que a gente acabou de comer? E ele disse: I have no idea. Pra se ter uma ideia da situação. Bom, depois do almoço a gente tinha um tempinho livre pra fazer o que a gente quisesse, então eu mais uma galera que falava espanhol nos reunimos no meu quarto e ficamos conversando... em espanhol. Daí no horário combinado, que eu acho que eram ás duas horas, a gente desceu naquela sala pra mais um workshop. Acho que no total a gente tava em uns 20 e poucos intercambistas e 6 voluntários: todos eles eram jovens, o mais velho tinha 25 anos: um que foi pra Honduras, um que foi pra Malásia, o Lukas que foi pro Brasil (era a coisa mais fofa do mundoo ele falando português com sotaque alemão), daí tinha uma que foi pro Paraguai, uma de 18 anos que foi pro Paraguai (Jule), e a Kim, de 17, que foi pro Brasil. O Lukas, a Kim e a Jule eram os mais legais, no tempo livre eles ficavam com a gente, e a gente se divertiu muuuuuuito. Daí no workshop a gente recebeu cartas de alemães que tavam fazendo intercâmbio no Brasil. E eles escreveram em português. Era muito engra çado, porque eles usavam umas expressões, tipo: o negócio é curtir mesmo, nos davam dicas do que fazer e falavam tipo: aí na Alemanha não é que nem no meu amado Brasil. A coisa mais fofa, li a carta de uma menina, vou mandar um email pra ela e adicionar no facebook. Daí eles nos dividiram em três grupos, cada um com dois voluntários e cada grupo foi pra uma sala, onde a gente ficou debatendo sobre as primeiras impressões da Alemanha, família, escola, amigos... Tudo em inglês. O engraçado é que eu tinha que pensar muito pra falar inglês porque no momento minha cabeça parece que só entende alemão. Daí no meio das frases eu falava umas palavras em alemão, e depois a Jule veio me dizer que ela achou muito fofo isso. Depois disso acho que a gente foi jantar. A comida tava melhorzinha: era um bife, salada e tinha umas batatas. Tava até bom, se não fosse eu achar um cabelo nojento dentro do meu bife. Blégs. Aaah, e de sobremesa tinha frutas, mas eu nem comi. Depois nos dividiram em outros grupos e tivemos mais um workshop, mas dessa vez conversamos sobre a escola. Os dois voluntários que tavam no nosso grupo nos explicaram então como funciona esse esquema de escola, faculdade e tal.... Bom, conversamos um tempão, e era li por umas 21:00, a gente foi numa salinha de jogos que tinha pebolim. (também conhecido como totó). Sério, fazia duas horas que a gente tinha comido, tava todo mundo meio se espremendo de fome, até que chegam os voluntários com salgadinho, bala, chocolate e coca. Fizemos a festa, logo os outros dois grupos foram chegando e daí os voluntários trouxeram mais comida e a gente ficou alí conversando, rindo, jogando e comendo. Eu eu joguei pebolim e fiz três gols. E era tipo eu e um guri da Argentina contra um voluntário (Alemanha). Os três times tri bons no futebol. Enfim, acho que depois de umas duas horas, chegam os outros voluntários dizendo que iam colocar um filme pra gente assistir numa salinha lá embaixo. Chegamos lá, e eles tinham arrumado as cadeirinhas tipo que nem cinema, a coisa mais fofa. E... tinha mais comida. Todo mundo se atacou heheh, inclusive eu, claro. Só que antes de colocar o filme, eles tavam com o laptop, então colocaram música pra gente ficar dançando. Era tipo aquelas músicas caribenhas, hahaha, mas foi bem divertido. O Lukas, que é o voluntário alemão que foi pro Brasil, dançou forró comigo, e é claro que ele teve que me ensinar, né que eu que sou a brasileira, não sabia. Foi muito divertido!! Também dancei algo que acho que era merengue com um grui da Costa Rica. Eles apagram as luzes uma hora, daí foi mais legal, mas logo a comida meio que acabou e ali por meia noite e meia eles colocaram o filme: Norbit, aquele com o Eddie Murphy. Eu já tinha visto no cinema, acho que com a Carol e a Bi (lembram?) e eu tinha achado tri engraçado. Agora, assistir o filme com um monte de gente do mundo todo, daí sim fica bem mais divertido. Era muito engraçado umas partes, eu tinha até ataque de riso. E os voluntários deitaram numas mesas atrás de nós, bem queridoos. O pessoal foi saindo aos pouquinhos, mas eu pensei: duvido que eles tão indo dormir, hahaha. Daí quando acabou o filme, eu e a Laura, da Malásia subimos pro quarto, tomamos banho, e isso era umas quatro horas da manhã. Mas tava faltando uma guria do nosso quarto! Daí eu estimulei meu espírito aventureiro, e falei: Vamos em busca da nossa companheira de quarto! E a gente saiu de pijama, de madrugada, pelo hotel, escutando pelas portas, pra ver onde estava acontecendo a reuniãozinha secreta. Eu tive uma intuição que talvez eles estivessem lá embaixo onde foi o filme, mas é meio no subsolo, sei lá, e a gente teve medo de ir, hehhehe, e voltamos correndo pro quarto. No corredor encontramos nossa desaparecida companheira. Durmimos então, ali por quatro e meia. (aaah, antes, eu mostrei pras meninas meu DVD do Luan Santana!!)
Sábado foi muuito tri!! Acordamos com o despertador de alguém, daí a gente se arrumou e descemos pra tomar café. Eu sei que eu comi dois pães, porque vai saber o que ia ter de almoço. Mas o queijo era meio estranho, tinha uns temperos, mas parecia que alguém tinha cortado o cabelo em cima dele. Depois disso, a gente foi todo mundo pra fora, tava um sol LINDO, e a gente brincou uma brincadeira a coisa mais monga do mundo, que tinha que sair em duplas berrando Monster, Monster. Eu só ria, de tão sem noção que era. E depois disso a gente tinha muito tempo livre, tipo umas duas horas (siim, ameei esses voluntários).Bom, a gente sabia que de noite ia ter um show de talentos em que todos tinham que apresentar algo, então, eu Joana e Isabela, as brasileiras, resolvemos que iríamos dançar. O bom é que a gente ensaiou Rebolation e funk no corredor do hotel né. Mas foi bem divertido, uma delas tinha as músicas no celular então deu bem certo. Depois de muitas tentativas, a gente resolveu que iria dançar Rebolation, bicicletinha e o funk da bundinha. hahahahhahaha, pelo menos não tinha samba né. Ficamos ensaiando um tempão, o pessoal só vinha ver o que tava acontecendo e quem tinha resolvido dormir não conseguiu e se juntou a nós. A gente tinha mais tempo livre, daí eu e a Joana subimos no quarto dela pra comer um chocolatinho e trocar de roupa, tava muito quente. Lá tinha a menina da Austrália, ela nos mostrou umas fotos tão perfeitas, sério, eu quero ir pra Austrália! Tinha uma foto de um canguru, e era no jardim da casa dela. Depois almoçamos um arroz com molho mas o bom foi que eu cheguei um pouquinho depois e a carne já tinha acabado, então me entupi de algo que acho que era salada. Mas... novamente achei um cabelo no arroz.
Depois disso, em vez de ter mais um workshop, os voluntários falaram que iam nos levar passear pela cidadezinha, tava um sol perfeitooo, e sério, um calorão de Brasil. Daí a gente foi andando, e a cidadezinha é a coisa mais fofa do mundo, e eu fui conversando com a Kim e o Lukas que foram pro Brasil, e meu Deus, eles conchecem mais lugares que eu, como isso? Mas é bonitinho o jeito que eles falavam português, com aquele sotaque alemão. Daí eles nos levaram numa pracinha, onde a gente teve que fazer um círculo, e daí apertando, até tá todo mundoo quase grudado, e cantando, e todo mundo ollhando. HAHAHHA, micos intercambistais. Bom, daí eles nos dividiram em duplas, e deram um ovo e uma maçã pra cada um. E... a gente tinha que parar as pessoas na rua, ou entrar nas lojas e pedir coisas em troca. Era sábado, e tava quente, então tava super animado e tinha muita gente. Mas algumas tipo viravam a cara pra nós, ou eram super simpáticas, ou nos davam coisas podres... mas a gente conseguiu uma niqueleira, um caixa cheia de mentos, um pó de maquiagem, e uma pulseira. Era muito engraçado, o Lukas colocou uns óculos de sol e fingiu que não era alemão, pra participar da brincadeira. Dai a gente andando na rua, via ele num grupo de meninas, elas tentando ensinar ele a falar alemão. Ele conseguiu um pato de pelúcia, e depois a gente escondeu o pato e ele comecou a falar: Cadê o pato? Onde está o Pete? O pato está longe do papai, hahahhaha, com sotaque alemão. Enfim, tava muito quente e eu decidi tomar um sorvetinho. Reuni uma galera e fomos na soreveteria e qual a minha surpresa ( e das outras duas brasilerias) que a mulher nos atende assim: Boa Tarde. AAAAAHHHHH, como assim, brasileira também?? Daí ela nos expplicou que tods que trabalhavam ali eram brasileiros de Santa Catarina. Pouca coincidência?? Depois eu pedi em alemão pro garçom bater uma foto e ele respondeu: De nada. ahahahhahahha
Bom, daí a gente se encontrou com todos na pracinha, ficamos ali tomando sol ( me lembrei da Disney, quando a gente esperava o resto do grupo chegar), e voltamos pro albergue. Daí a gente foi pra salinha, cada grupo mostrou o que conseguiu e tivemos mais tempo livre. Daí a Isabela me cochichou se eu não queria ir no quarto dela comer negrinho. HUUUm, claro que eu aceitei na hora, huum, como eu amo doces! A gente comeu olhando a janela, e a vista do quarto dava tipo pra uma floresta. E a gente decidiu ir dar uma volta pela floresta. Nossa, era a coisa mais perfeita do mundo, parecia Nárnia!!! Ou a floresta de Crepúsculo. Era muito tri, novamente meu espírito avebtureiro. O albergue ficava tipo no topo da florestinha, então a gente foi descendo, batendo fotos, rindo. Só que uma hora a gente olhou pra trás e tinha um pouco adiante um cachorro enorme, sério, bem aqueles de floresta!!!! E uma mais medrosa que a outra né, a gente continuou seguindo, porque o cachorro tava bem onde a gente entrou, e por onde a deveria sair. Eu sei que eu peguei um pau que tava no chão, e daí a gente resolveu dar a volta pela floresta, só que não tinha mais saída, não ia ter jeito, a gente ia ter que voltar. AHAHHA, nós duas quase morrendo do cachorro gigante fomos indo bem devagarzinho, até que eu avisto pessoas!!! Era o dono e a dona do cachorro que tavam levando ele pra passear. HAHHAHHAH, aff, mas na hora deu medo.
Pra melhora a situação, quando a gente chegou no albergue,a gente se tocou que tinha se atrasado e quem se atrasa tem que canta uma música. Cantamos Meteoro e deu.Depois jantamos bife à milanesa, e bata frita. Tá, tava bom.
Bom, daí os meninos foram pra uma outra sala, e a gente ficou com as voluntárias meninas falando sobre assuntos, bem... de meninas. Mas foi muito divertidoo, a gente se matava de rir, era muito engraçada, e uma das voluntárias que foi pro brasil era toda meiguinha, e ela tinha uma risada que era exatamente assim:hihihihihi, e daí tipo tá a gente se matava de rir, mas quando já tinha acabado a graça e ficava um silêncio, a gente ouvia hihihihihi, e daí todo mundo se matava de rir de novo. Era muuito engraçado. E a gente conversou sobre namoros e essas coisas, e em como so meninos daqui são tímidos, e nas coisas estranhas que acontecem no quarto da irmão hospedeira da menina da Malásia, enfim todo mundo desabafou e no fim a gente teve que colocar camisinhas em bananas. Sim, exatamente isso. E todo o "script" foi o AFS quem montou. Só que olha o que aconteceu: era tipo noite ja, a gente falando aqueles assuntos tipo só mulheres, e de repente as voluntárias se tocam que todas as janelas tavam abertas e os homens tavam na sala tipo embaixo que dá pro jardim, e provavelmente conseguiram escutar tudo. AAAAAHHHHH, foi muito engraçado, a gente só comecou a rir, daí umas pessoas começavam a roncar enquanto riam, e era mais engraçado ainda, e no final só se ouvia o hihihihi da Kim, e era mais e mais graça. Bom, como a gente terminou antes que os homens, fomos lá pra fora, com as voluntárias e ficamos ensaiando mais pro show de talentos e dançando e conversando e rindo. Muito divertido!! Já era de noite, daí a gente sentou em cima de uma mesa e ficamos por lá. Depois de mais ou menos uma hora todo mundo desceu e começou o show de talentos. Tinha comida!! O show de talentos foi muito tri, a gente dancou e a Kim e o Lukas também dançaram com a gente. AAAAH, só que olha só, antes so show começar, eles tavam ajustando o computador com a caixa de som, eu vejo todas as meninas pulando e berrando, até que eu vejo um sapo!! Sim, mais uma aventura pra completar a diversão. Eu saí berrando e gritando como todo mundo, mó aventura, mas eu me matava de rir da situação. Tá, daí no show de talentos, a gente dançou e foi o maior sucesso, teve quem dançou balé, quem trouxe música lá de Cingapura, Tailândia, sei lá, e teve um menino do Japão que ensinou todo mundo a fazer origami. Só que era muito difcil, e daí ele tinha que ajudar todo mundo, um por um, e demorou demaaais, eu quase dormi. Mas ele era muito querido, e era tri engraçado, porque ele se chamava Ryo, mas ninguém, absolutamente ninguém conseguia pronunciar o nome dele. Porque era tipo Dio, ai tu falava Dio? e ele, não Gyo, aí tu, Gyo, e ele não Dgio. aahhhhhh, era impossível, todos passaram o camp inteiro tentando pronunciar. Teve outras apresenta ções no show de talentos, todo mundo tinha que apresentar, e já era li por uma da manhã, os voluntários falam que prepararam uma festa pra nós. Foi a mesma sala que a gente tinha visto o filme ontem, mas sem mesas nem cadeira, só som, luzes e comida. Uhuuul. Mas a música não tava boa, sério, e tadinhos eu comecei a ficar cm peninha deles. A gente dançava um pouco, depois saia pra sala do lado, sentava e ficava conversando. Era muuuito engraçado, porque o pessoal da ásia parecia que ficava bebado só com coca-cola. A gente se matava de rir. Eu fiquei dando bandas, variando entre a festa e a salinha do lado, até que eu vejo o menino da Austrália tocando piano. Eu tentei aprender mas é mt dificl, ele tocou Titanic e a música de Crepúsculo!! Muito tri. Daí a gente voltava pra festa, e tinha o menino do Paraguai que dan çava pra avacalha, mas era muuuito engraçado, a gente só olhava e tipo: whaat? hahahhahaha. Eu sei que a festa tava tão sem gracinha, que uma hora pegaram um taco de sinuca, acenderam as luzes, e a gente comecou a brincar de Limbo, sabe, aquela brincadeira que tem que passar por baixo do taco tipo com o corpo todo inclinado. Pra se ter uma ideia do n;ivel da festa. Mas foi trii diver, a gente se berrava uhuul, e a Mary-Ann e o eli da austrália, meu Deus, eles eram muito flexíveis, e os da Asia também. Era tipo o taco super baixinho e eles conseguiam!!! Não dava nem pra acreditar. Eu sei que os dois voluntários chatos se retiraram, e uma hora eu vi eles com cerveja, e o Lukas, a Kim, a Jule e a Johana ficaram com a gente to tempo todo. O Lukas pediu pra eu ajudar os asiáticos a se soltarem, mas eles tavam mais animados que a gente!! E com coca. Eu tava quase dormindo, e o pessoal começou a falar espanhol em vez de inglês e eu pensei no way. Fiquei mais um pouquinho, dei boa noite pra todos e fui pro quarto, onde tinha três meninas. Tomei banho, ataquei um chocolate e fui dormir, isso acho que era umas cinco e meia.
Domingo simplesmente ninguém acordou por causa da festa de ontem. Daí as voluntárias nos acordaram as 8:10, sendo que o café era as oito. Tomamos café, colocamos as malas lá embaixo, e fomos pra uma sala todos juntos. Lá, um dos voluntários, o mais velho, de 25, simplesmente disse que em oito anos que ele faz as orienta ções pro AFS, esse camp foi o pior de todos, porque a gente não conseguiu cumprir a regra estúpida de tomar o café as oito horas. Sério, ele falou nessas palavras. Os outros voluntários até ficaram meio assim, porque foi algo totalmente exagerado ele falar isso da gente. Ele ficou azedíssimo pq não tinha ninguém tomando café. Daí nos dividiram em grupos e dessa vez, o meu grupo ficou conversando sobre a história da Alemanha, e o objetivo disso era pra gente entender porque os alemães são como são. Eu participei até, mas sei lá, pra mim foi chato. Depois disso todo mundo desceu na salinha, e eles nos explicaram pela trilionésima vez as regras: não usar drogas, não dirigir, não engravidar, não pegar carona, e mais as milhões de regras em relação a viajar. Mas todo mundo tava morrendo de fome, então eu e a Isabela fomos num cantinho junto com as voluntárias legais, e atacamos mais negrinhos. Huuuum. Finalmente nos liberaram pra almoçar. Muitos pais vieram pro almoço porque daí de manhã eles também tiveram uma orientação, mas a Anne e o Uli não puderam vir. Almoçamos e eu comecei a ficar mega triste, porque o pessoal começou a ir embora e eu fiquei tipo: meu Deus, eu provavelmente nunca mais vou ver vocês. Sério comecou a bater uma deprê. Todos foram embora, só ficou eu, o Joaquim, mais um menino da Colômbia e os seis voluntários. Eu ia voltar com a mãe do Joaquim, e ela demorou um poquinho. Quae chorei quando eu me despedi das voluntárias, e elas também, sério, muito queridas, por que a gente não estuda na mesma escola e cidade? Foi triste, porque o fim de semana foi tão legal, e as pessoas eram tão divertidas. mas enfim, daí a mãe do joaquim chegou, e e fomos mais duas horasde carro até Munster, onde a Anne me buscou. Eu tava morta de sono, com dor nos pés, cansada de carregar minhas duas bolsas e o tempo tava frio e chovendo. Os pais americanos do intercâmbio do Lucas tinham chegado no sábado, e eles tavam todos em Münster me esperando. Daí eu cumprimentei bem feliz eles, e fomos em dois carros pra Havix-Beck, jantar na casa de um casal de amigos da Anne e do Uli. No carro, eu conversei um monte com o Kurt, o pai, e várias vezes a anne não sabia em ingl6es e eu tinha que traduzi pro alemão ou eu tinha que traduzi do alemão pro inglês, enfim, uma confusão. E aminha cabeca explodindo porque eu fiquei i fim de semana inteiro só falando inglês. Na janta tinha umas coisas chiques, daí eu provei cerveja, e bécks, é tri ruim. Eu comi não muito na janta, até porque não tava tãaao bom, mas eles viram que eu tava quase dormindo em pé, então eles falaram que eu podia deitar no sofá, sem problemas. E eu fui, e o rádio tava ligado e eu dormi como um bebê. Quando a Anne me acordou já era umas nove horas, daí fomos pra casa, eu tomei banho e fui dormir, exausta.
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