Sábado eu acordei feliz, feeliz, porque a gente iria pra Einbeck visitar a família da Bru. Primeiro tomamos café, mas como o sol tava lindo, arrumamos a mesa lá fora, e comemos olhando pro jardim. As onze horas, pegamos a estrada em direção a Einbeck, a Leica foi no porta-malas, hehehe. Sério, eu tava tão feliz, não tem nem como explicar o que eu tava sentindo, só de saber que em três horas eu iria poder abraçar a família que acolheu a Bru por seis meses e que fez o intercâmbio dela ser tão maravilhoso. Sem contar que eu iria conhecer a famosa cidade Einbeck, a escola, a casa, tudoo, parecia um sonho. E.... claro, também fiquei feliz porque einbeck fica no norte, então é mais uma região da Alemanha que eu iria conhecer. No carro coloquei meus fones, fiquei ouvindo minhas músicas favoritas e não dava pra acreditar que eu tava na Alemanha, parece que ainda não caiu a ficha. Eu só agradeci o tempo todo por estar tendo esta oportunidade incrível e INESQUECÍVEL!! Não dava pra acreditar. Bom, o caminho até Einbeck era simplesmente PERFEITO. Eu não dormi, fiquei o tempo todo apreciando as paisagens. Era lindo demais. A viagem demorou três horas, e no GPS ia mostrando: Mais 1 hora, depois mais meia hora... E eu come çava a ver as placas no meio da estrada: Einbeck 20 km., Einbeck 10 km, até que Einbeck 4 km, eu comecei a surtar!! Sério, comecei a ter dor de cabeça, meu coração parecia que ia saltar pela boca, minhas mãos começaram a suar, eu comecei a ficar muuuito ansiosa!! Quando a gente chegou na cidade, e entramos na rua, eu vejo à direita uma casa com uma vã vermelha estacionada na frente, e eu pensei: AAH, são eles. O carro parou e sai simplesmente correndo, nem olhei pra atravessa a rua, até que eu vejo a Marieke (irmã) saindo de dentro da casa, e logo atrás dela o Christian (pai). Nessa hora, eu só sentia as lágrimas caindo, foi algo que eu não pude controlar, eu corri até a Marieke e dei um abraço beem forte nela, a gente não falou nada, simplesmente se abraçou. Aí eu consegui abrir a boca e dizer: Heey, wie geht`s? - oi, tudo booom? - e daí a gente se abraçou de novo, hahaha... Não dava pra acreditar, eu ainda me emociono quando lembro dessa cena. Daí eu abracei o Christian, que veio todo simpático com um sorrisão me dar oi, e daí eu parei de chorar um pouco e não parei de sorrir um minuto. Aí veio a Betina (mãe) de dentro da casa, e me estendeu a mão e disse oi, também com um sorrisão, mas eu peguei e abracei ela. Aí veio a Anne e o Uli com a Leica, eles se apresentaram, no mais estilo formal alemão, hahaha, e eu pedi pra Marieke: heeey, wo sind Johannes und Emil?? E ela disse eles tão lá dentro!! AAAAHHH, cara, parecia tudo um sonho. Ela me puxou pra dentro da casa, a qual é simplesmente gigaante, daí ela disse que o Emil tava jogando futebol, mas que o Johannes tava em casa. Quando eu vi ele, eu corri e dei um abraço beem forte nele, ele é bem pequenininho, a coisa mais fofaa, e eu só disse: oii, eu sou a irmã da Bruna!! E com isso ele deu um sorrisão, muito querido. Daí a Marieke me puxou e disse vem cá que eu vou te mostrar a nossa casa!! Ela me mostrou peça por peça, e depois a gente foi no último andar, onde só tem o quarto dela. Ela foi simplesmente muuuito querida, ela tem uma sacadinha onde ela toma café muiito fofa, aí ela disse vem cá que eu quero te mostrar uma coisa: daí ela me mostrou o vestido do Abiball (Prom/ festa de formatura do colégio) dela!!! Era liiiindo, vermelho, comprido até o chão, muuito perfeito meeesmo, daí ela me pediu como foi o meu e... ela disse: eu adoraria se tu viesse comigo no meu prom!!!!!! AAAAAAHHHHH, eu deu mais uma abraço nela, que perfeeeito. Daí a gente desceu e de repente apareceu o Jakob!!! Eu me empolguei, porque ele tá muito grande e nem parece que ele tem 20 anos, parece que ele tem uns 25, sei lá. Eu sei dizer que foi muuuito perfeito. Daí eu e a Marieke ficamos na sala conversando e sério, foi muito mágico, porque parecia que a gente já se conhecia, eu não sei nem explicar, a gente conversou o tempo inteiro sem parar, algumas coisas que eu não tinha nem comentado que eu tava sentindo ela já percebeu e me pediu. Daí vieram todos, e eles tinham arrumado a mesa da sala com cafézinho pra nós, a coisa mais querida do muuuundo. Tinha café, e pra comer tinha uma cuca deliciosa e mais um tiramisú de frutas vermelhas que a Marieke fez. Foi muuuito legal da parte deles esperar a gente com tudo arrumadinho. E os pratinhos e as canecas eram iguais àquela que a bRU trouxe, daí eu fiquei tri emplogada e disse isso pra eles e eles riram, hahaha. E eu cheguei até a me emocionar, tipo, a Marieke lembrava como era garfo, em português, e negrinho também, ela falou do leite condensado, ela também lembrava como era faca, e eu percebi o quanto eles ainda lembram da Bru e do intercâmbio. A gente conversou um tempão sobre a Bru, eu disse o quanto ela ficou feliz quando recebeu a família e viu que não tinha cachorros na casa, eles se mataram de rir, eles falaram sobre o curso que ela tá estudando no momento, sabiam que a Lisa tava na nossa casa no Brasil, eu vi que eles simplesmente tem muito interesse e nda está esquecido. Aí o Christian me pediu como que funcionava mesmo aqueles restaurantes que serviam vários tipos de carne, daí eu me toquei que ele tava se referindo à churrascaria, porque quando a Bru foi ela levou um panfleto da Brasa, e eu achei tri engraçado, tipo, ele devem ter ficado três anos só se questionando como funciona uma churrascaria. Daí depois do cafézinho a gente foi passear pela cidade. Eu e a Marieke ficamos o tempo inteiro conversando, simplesmente tinha muito assunto, e eu tenho certeza que se ela fosse minha irmã hospedeira a gente ia se dar muito bem. Parecia que a gente já se conhecia há um tempão, foi muito louco. Daí a gente passou na frente da escola que a Bru foi, era inacreditável ver aquilo ao vivo, e a casa!! A famosa gigante casa, e eles só falavam: aquelas são as janelas do quarto da Brrruna, e eu surtanto internamente, ahuahuahuaha. Daí a gente foi passear no centro da cidade, e Einbeck é uma cidade meio antiga, e todas as casas são tipo as de Gramado, elas são bem antigas, mas são muuuito perfeitas. Eu só falava: a Bru tem uma foto aqui... e aqui... e aqui!! Daí a gente passou na frente do Rossman, e a Marieke e a Betina falaram na hora: ela adorava vir aqui comprar shampoo e Kinder Riegel!! HAHAHA, passamos na frente do cinema, tudo inacreditável. Era como se tdo que eu só tinha visto em fotos, criasse vida e se tornasse realidade. Era como tivessem apertado o pause e eu conheci Einebeck como se eu tivesse voltado no tempo, no tempo do intercâmbio da Bru, tudo igual. Foi demaaais. No caminho de volta pra casa eu e a Marieke conversamos taanto, e não só coisas banais, tipo o que você vai fazer depois da escola ou voces querem receber outro intercambista, mas sim, tipo desde intercâmbios na Turquia, como pastel era gordurento, como o lar de idosos de Einbeck era bonito, e também a gente ficou espiando as galinhas num jardim que tinha, e daí a gente achou um ovo gigante, hahahaha. Parecia que a gente já se conhecia sério mesmo. Daí chegamos na casa deles, eu encontrei o Emil, que tá enooorme, daí eu disse de novo: Eu sou a irmã da Bruna!! E ele deu um sorrisão também. Eu disse pra eles milhares de vezes o quanto a Bru gostaria de estar no meu lugar, visitando eles, e que ela sente muuito a falta deles, mas que eu tinha certeza que um dia a gente iria voltar juntas e visitá-los novamente. Bom, fomos pra fora e.. a despedida. Novamente, eu só sentia as lágrimas caindo, dessa vez foi pior que na ida. Eu abracei todos eles, e a única coisa que eu dizia era: eu espero que a gente possa se encontra novamente! Por último abracei a Marieke, chorando muito porque eu percebi que eles são tão legais, e eu não sei se vou vê-los novamente. Saí chorando em direção ao carro, olhando pra trás e abanando, até que a Marieke vem correndo atrás de mim, e me dá mais um abraço. Cara, como eu odeio despedidas. Entrei no carro, todos eles na frente da casa me abanando, e eu só chorando, hahahah, mas eles foram tão queridos que saíram correndo junto com o carro abanando. Demorei uns 5 min. pra me recuperar, e daí eu agradeci muuuuito a Anne e o Uli por terem me levado e proporcionado esse encontro que foi tão importante pra mim. Era também muito estranho porque quando a Bru fez intercâmbio eu tinha 13 anos, ela tinha 16. Agora eu to com 17, o Jakob tinha 17, agora ele tá com 20, a Marieke tinha 14 e agora ela tá com 17, o Emil tinha 9, acho, agora ele tá com 12, e o Johannes tinha 6 e agora ele tá com 8 ou 9. Como o tempo passa rápidoooo!!!!
Eu sei que pode ser que eu nem volte pra Alemanha depois pra visitar a minha família e a da Bru, mas uma coisa que eu aprendi com esse encontro é certa: a coisa mais importante do intercâmbio não é só aprender a língua, viajar, fazer amigos... é saber que tem uma fmília do outro lado do mundo que tem recorda ções de ti, que sabe bastante sobre a tua família, que fez um vínculo e que sente a tua falta. O fato de o Christian, por exemplo, pedir sobre a churrascaria, poxa ele lá do hemisfério norte tem conhecimento sobre o que é uma churrascaria!! É um exemplo tão banal, mas sei lá eu criei uma filosofia em cima disso, e não sei se vocês conseguiram entender, mas tudo bem...
Eu realmente espero poder voltar e visitar todas as famílias novamente (tem mais a do Nado, ano que vem), e isso pode demorar 5, 6 ou até 10 anos. Mas com o tempo, eu sei que eles não vão esquecer de nós, muito pelo contrário, a saudade só vai aumentar assim como a vontade de se ver novamente :D
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